Relatórios de greening em SP apontam maior combate da doença pelos produtores
Finalizados os dados dos relatórios de inspeção e erradicação nos laranjais de São Paulo no segundo semestre de 2009, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento apurou que 89,95% (cerca de 20 mil) das propriedades com citros no estado enviaram seus relatórios e, destes, 43,67%, (8,68 mil) registram a presença do greening.
O relatório, divulgado nesta segunda-feira (22/02), também mostra que três milhões de árvores foram erradicadas pelos citricultores no período. O envio do relatório é previsto pela Instrução Normativa nº 53, do Ministério da Agricultura e Abastecimento, que exige que o citricultor faça a inspeção trimestral de seu pomar, para identificar e eliminar as plantas com sintomas de greening, ficando ainda obrigado a apresentar dois relatórios semestrais à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) sobre a situação das lavouras. Nos relatórios referentes ao primeiro semestre de 2009, cerca de dois milhões de árvores tinham sido eliminadas e 80% das propriedades com citros haviam entregado os relatórios, os quais apontavam a presença da doença em 41% delas. Os índices de adesão do citricultor no combate à doença tem crescido. Em 2008, os relatórios vieram de 62% e 65% das propriedades, respectivamente nos meses de janeiro e julho. Outro dado importante está no número de pés erradicados: houve salto de 1,5 milhão naquele ano para três milhões agora.
O greening atinge todas as variedades e é considerada a pior doença de citros no mundo, transmitida por um inseto vetor (o psilídeo Diaphorina Citri). Os principais sintomas são ramos amarelados, folhas mosqueadas (manchas verde-claras ou amareladas), deformação, redução e queda de frutos. Relatórios via internet O citricultor paulista pode enviar os relatórios ao governo por meio do site da CDA. Lá, o produtor preenche o documento de inspeção dentro do Programa de Controle do Greening. Neste próximo semestre, o objetivo é que todos os produtores utilizem o serviço online, permanecendo ainda a opção de fazê-lo pessoalmente em qualquer unidade da defesa agropecuária espalhada pelo estado. FONTE: REVISTA GLOBO RURAL