Dos 18 municípios que compõem o escritório local, 15 apresentam pomares contaminados
O anúncio das demissões de 900 funcionários e o fechamento de 43 escritórios da Fundecitrus tem causado temor quanto ao desenvolvimento do greening, doença que ataca pomares de laranja e tem crescido de forma substancial em todo o Estado nos últimos anos.
As inspeções agora serão desenvolvidas pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) do Estado de São Paulo, órgão vinculado a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). "A produção de citros no Estado tem sido prejudicado por causa do greening, que tem aparecido em grande quantidade", explicou o engenheiro agrônomo Fernando Tumiotto, que trabalha com assistência em propriedades rurais da região. De acordo com o CDA, dos 18 municípios que compõem o Escritório local, 15 apresentaram contaminação com a doença: Ariranha, Catanduva, Elisiário, Ibirá, Irapuã, Itajobi, Marapoama, Novo Horizonte, Paraíso, Pindorama, Sales, Santa Adélia, Tabapuã, Uchoa e Urupês. O produtor, conforme previsto na Instrução Normativa 53, é obrigado a inspecionar o seu pomar a cada três meses e entregar um relatório semestral à CDA informando as plantas inspecionadas e erradicadas contra o greening. O prazo para entrega do relatório referente ao último trimestre de 2009 foi encerrado no último dia 15. "O percentual de citricultores que fazem inspeção e entregam os relatórios cresce a cada semestre. Em 2009, chegamos a mais de 80%. Com essa evolução é possível que o Fundecitrus e, mesmo a própria Secretaria, atue mais no conhecimento das doenças e formas de combate, capacitando mais o produtor para o manejo sanitário do seu pomar", afirma o secretário João Sampaio, através de sua assessoria de imprensa. Fundecitrus De acordo com a Fundecitrus, a medida precisou ser adotada por conta da expansão do greening. "As novas diretrizes foram necessárias, pois, as ações de controle do greening foram insuficientes frente a dinâmica da doença. Em cinco anos, a incidência de talhões com a presença do greening passou de 3,4% para 24%. Dessa forma, o Fundecitrus vem buscando mecanismos que se mostrem mais efetivos no manejo da doença, embora entendendo que a redução do inóculo é o caminho que permite o controle", constava em nota divulgada no site da instituição.