Citros: cancro segue controlado em SP, mas pode crescer em 2010
Levantamento realizado entre maio e outubro de 2009 pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta que a incidência de cancro cítrico nos pomares comerciais do Estado de São Paulo é de 0,14%.
Para a entidade de pesquisa e controle de doenças, é possível afirmar que a praga, uma das principais nos pomares, está sob controle, já que 2008 o índice era de 0,17% e, em 2007, de 0,10%.
No entanto, de acordo com o gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, a tendência é de aumento na incidência do cancro em 2010, quando forem sentidos os primeiros efeitos da diminuição na rigidez da legislação sobre a doença. De 1999 a junho deste ano, era obrigatória a erradicação de todas as árvores com cancro em um raio de 30 metros de distância de uma área contaminada e ainda de todo um talhão, com cerca de 2 mil árvores, caso o índice de contaminação chegasse a 0,5%. Por pressão dos citricultores, a Secretaria da Agricultura de São Paulo revogou a determinação referente aos talhões.
"Com certeza (a medida) vai provocar o aumento da incidência, o que só não foi mostrado ainda porque ela é ainda muito recente e não trouxe efeito no levantamento", disse Massari. "A preocupação nossa é que haja o relaxamento no controle e também porque choveu muito este ano, o que favorece o avanço do cancro, com consequências depois", completou Massari.
O levantamento amostral realizado em 2009 abrangeu uma área com 96.683 talhões, o correspondente a mais de 200 milhões plantas cítricas. Os 400 inspetores do Fundecitrus vistoriaram cerca de 8 milhões de plantas de 7.812 talhões e 33 apresentaram a doença, com dez novos casos, nos municípios de Arealva, Floreal, Guaimbê, Itaí, Marinópolis, Palmeira D'Oeste, Pompéia, Turmalina e Urupês.