Citros: amarelinho cai 9,4% desde 2005, informa Fundecitrus
Levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta que a incidência da Clorose Variegada dos Citros (CVC), doença conhecida como amarelinho, recuou 9,45% nos pomares paulistas entre 2005 e 2009. Na avaliação por amostragem feita em 1.
659 talhões, entre julho e setembro deste ano, o índice de plantas contaminadas chegou a 39,19%, ante 43,28% no último levantamento, realizado há quatro anos. Cada talhão tem cerca de 2 mil plantas cítricas.
O índice, apesar de ainda alto, é o menor entre os quatro últimos levantamentos, já que em 2004 atingiu 43,84% e, em 2003, 43,56%. Segundo o gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari, três fatores podem explicar a redução da incidência da CVC em São Paulo, maior parque citrícola do mundo. O primeiro é o avanço do greening, principal doença da citricultura, que tornou necessário o combate químico do inseto transmissor da praga, a Diaphorina citri, ação que também ajudou no combate à cigarrinha transmissora da CVC.
"Os outros dois fatores são o crescimento de novos plantios na região Sudoeste de São Paulo, área que tem menor incidência do inseto vetor, e ainda a produção de mudas sadias em viveiros, que é obrigatória", disse Massari à Agência Estado. "Com a eliminação de plantas antigas, praticamente todas doentes, e o plantio de novas, produzidas em ambientes controlados e em regiões com pouca incidência, ajudaram muito na redução no índice", completou.
A pesquisa de CVC foi elaborada e coordenada pelo pesquisador José Carlos Barbosa, do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal (SP). A CVC é causada pela bactéria Xylella fastidiosa, que atinge todas as variedades de citros comerciais. A bactéria provoca o entupimento dos vasos responsáveis por levar água e nutrientes da raiz para a copa da árvore. A produção do pomar afetado cai rapidamente, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente. O fruto pode perder até 75% do seu peso.